Conta da empresa x conta pessoal: o que o dono da revenda pode (e não pode) fazer

Misturar conta pessoal e conta da empresa é um dos principais geradores de risco fiscal e jurídico em revendas familiares.

Reembolsos, notas no CPF, aporte de sócio e pagamento a investidores têm regras próprias — e, quando feitos corretamente, não geram problema nenhum. Veja o que pode e o que não pode.

Perguntas frequentes

Posso pagar minhas contas pessoais na conta corrente da empresa?

Não é recomendado. Isso caracteriza confusão patrimonial e pode gerar problemas fiscais e societários.

Posso transferir dinheiro da empresa para minha conta?

Sim, desde que seja como pró-labore, distribuição de lucros ou empréstimo ao sócio, devidamente registrado na contabilidade.

Despesas da empresa pagas na pessoa física do sócio podem ser reembolsadas?

Sim, desde que a despesa seja realmente da empresa e esteja comprovada com documento fiscal idôneo.

Vai haver problema na pessoa física do sócio em caso de reembolso?

Não, se for apenas reembolso de despesa da empresa devidamente comprovada. Não é renda, portanto não gera IR.

O que fazer quando a despesa é da empresa, mas a nota está no CPF do sócio?

O ideal é evitar. O correto é emitir a nota no CNPJ.

Empresas do Lucro Real que poderiam ter a despesa como dedutível não devem aproveitar o valor caso o documento não esteja em nome da empresa.

Empresas do Lucro Presumido, que não têm dedução do imposto com acréscimo de despesa, podem até utilizar essas despesas contabilmente (para refletir melhor a realidade), mas também é recomendável evitar esse hábito, para não gerar uma possível confusão patrimonial em eventuais fiscalizações futuras.

Pagamento para investidores pode ser feito pela conta bancária da empresa?

Sim, desde que esteja previsto contratualmente (lucros, dividendos ou mútuo) e devidamente registrado na contabilidade.

Posso colocar dinheiro na empresa sem pagar imposto?

Sim. Pode ser feito como integralização de capital ou empréstimo do sócio (mútuo), sem incidência de imposto na entrada.

É fundamental que a operação seja registrada corretamente na contabilidade, para não ser interpretada erroneamente como recebimento de clientes.